O edifício C8 da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, insere-se num contexto pouco definido, em que aos condicionamentos resultantes da exiguidade do terreno e dos critérios de implantação dos edifícios vizinhos, se junta a indefinição ao nível do plano desta zona da Cidade Universitária de Lisboa.
O novo edifício procura assumir essa realidade e de certo modo transformá-la, introduzindo novos nexos no contexto precedente, caracterizando com mais precisão o espaço urbano envolvente e as relações do seu próprio conteúdo com o dos edifícios e espaços públicos circundantes.
Esta situação projectual conduziu a um processo de escolhas e opções em que se procuram optimizar os seguintes três vectores:
a) a relação do edifício com o contexto a um tempo indefinido e complexo e a exiguidade do terreno disponível em relação à dimensão do próprio programa;
b) a opção tipológica do próprio edifício fortemente condicionado pelo desempenho funcional do seu conteúdo programático em que predomina a componente laboratorial, com toda a complexidade-flexibilidade necessária à optimização das várias redes e sistemas de instalações;
c) uma economia construtiva e de controle ambiental, traduzida numa certa compacticidade do edifício, na racionalidade modular das malhas estruturais, na continuidade dos sistemas de ductos, mas também no controlo das envolventes e vãos exteriores ou mesmo nas opções dos sistemas construtivos e materiais aplicados.